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História

A história do ponto de cruz, segundo registos históricos, remontam à pré-história. No tempo em que os homens viviam em cavernas, o ponto de cruz servia para costurar as roupas feitas de pele de animal. Usavam agulha de osso e, em vez de linhas, tripas de animais ou fibras vegetais.

Fragmentos de linho datados de 5000 a.C., retirados de túmulos egípcios em escavações arqueológicas, revelaram que o ponto de cruz era usado para cerzir peças de tecido. Na antiguidade, os romanos descreviam o bordado como “a pintura de uma agulha”, mas foram os babilónios que baptizaram esta técnica. O mais antigo exemplo de ponto de cruz foi descoberto no Alto Egipto e remonta ao ano 500 da nossa era.

O ponto de cruz e a cultura

Na Europa Ocidental, desde a Idade Média o ponto de cruz marca presença na decoração de casas e igrejas e nas roupas, como símbolo de riqueza. Na Europa Medieval, quase todas as culturas usavam algum tipo de ponto de cruz para enfeitar, principalmente, as roupas dos nobres. O bordado reflectia pensamentos, ideias e religião de uma época, variando em cores e estilos, conforme a região.

Entre outras hipóteses, há historiadores que sugerem que a evolução do ponto de cruz se deveu à perícia dos Chineses, uma vez que o bordado floresceu durante a dinastia Tang entre 618 e 906, tendo-se espalhado depois por vários países.

A arte do ponto de cruz

Os Mouros terão trazido para a Península Ibérica o blackwork, uma técnica de bordado que fazia o preenchimento do tecido com linha preta, usando desenhos geométricos. A Catarina de Aragão, mulher de Henrique VIII, levou esta técnica para a Inglaterra, onde se desenvolveu. Os mostruários de pontos de bordado promoveram esta arte durante os séculos XVII e XVIII.

Já no século XIX, o meio ponto tornou-se na moda entre todas as pessoas que faziam bordados, porque a execução era mais rápida. No entanto, a industrialização e as duas guerras mundiais puseram as mulheres a trabalhar fora de casa e o bordado tornou-se um passatempo cada vez menos apreciado.

Nos anos 60 e 70 o “flower power” e os movimentos hippies recuperaram o bordado, o crochet e o ponto de cruz.